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Vai Tec abre inscrições para apoio financeiro nas periferias

Por: Rosana Pinto - 25-06-2018

O Programa Valorização de Iniciativas Tecnológicas está com inscrições abertas para negócios inovadores criados nas periferias de São Paulo. Os 24 escolhidos para participar do Programa de Aceleração receberão R$ 32 mil, além de capacitações, mentorias e acesso a rede de contatos. As inscrições podem ser feitas até 29 de julho no site vaitec.com.br.
 
A etapa acontecerá entre setembro de 2018 e março de 2019, com o objetivo de fortalecer o ecossistema de empreendedores de inovação e tecnologia das regiões periféricas da capital paulista. Os escolhidos serão capacitados em gestão, desde os aspectos técnicos até jurídicos e mercadológicos, e também aprenderão a desenvolver seus negócios.
 
Para participar, o empreendimento tem de ser inovador dentro de qualquer tema, desde que envolva tecnologia como parte relevante em seu modelos de negócio e tenha potencial para se desenvolver na cidade. O público-alvo do programa são jovens com mais de 18 anos e moradores de locais que precisam de qualificação e suporte, para manter seus negócios sustentáveis e gerar renda.
 
A prioridade da seleção será para projetos de regiões populosas e localizadas nos extremos da cidade, principalmente nas zonas leste (São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, São Mateus, Guaianases, Cidade Tiradentes, Itaquera, Vila Prudente, Penha, Sapopemba), sul (Parelheiros, Capela do Socorro, M´Boi Mirim, Campo Limpo, Cidade Ademar) e norte (Casa Verde, Cachoeirinha, Freguesia/Brasilândia, Perus, Pirituba, Jaçanã/Tremembé).
 
“Estimular e, principalmente, dar condições para que o jovem criativo e empreendedor coloque suas ideias em prática faz parte da política de inclusão da Prefeitura de São Paulo. Temos nas periferias da cidade uma fábrica de talentos que precisa de apoio. O programa Vai Tec é essa grande oportunidade”, enfatiza o prefeito Bruno Covas.
 
“Possuímos um grande potencial de capilaridade e alto impacto, fundamental para a promoção do empreendedorismo tecnológico entre os jovens das regiões periféricas da cidade. Temos plena consciência da complexidade desse desafio, mas contribuir para que esses jovens, que estão à margem do ecossistema empreendedor, tenham mais oportunidades é o que nos impulsiona a investir e melhorar constantemente o programa”, afirma Aline Cardoso, secretária municipal de Trabalho e Empreendedorismo.
 
A seleção dos escolhidos será feita pela ADE SAMPA e pelo Conselho do Vai Tec. A publicação dos 48 selecionados para a primeira fase será feita em 17 de agosto. Entre 27 e 31 de agosto, serão feitas as apresentações presenciais dos projetos. O resultado final será divulgado em 5 de setembro e os 24 negócios vencedores terão de manifestar interesse até 10 de setembro. O programa terá início em 17 de setembro. 
 
O Vai Tec é uma iniciativa da Agência São Paulo de Desenvolvimento (ADE SAMPA), em parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho e Empreendedorismo (SMTE) e a Fundação Telefônica Vivo.
 
Reformulação
 
Para atingir seu objetivo de apoiar toda a jornada dos jovens que querem empreender com tecnologia nas periferias, desde a viabilização da ideia até a sustentabilidade de seu negócio, o Vai Tec foi reformulado. “Diferentemente das anteriores, nesta edição, os negócios selecionados, além de receberem recurso financeiro, participarão de um programa intensivo de aceleração por seis meses, que contará com mentorias, capacitações e acesso à rede de contatos”, ressalta Thaís Piffer, diretora da ADE SAMPA
 
O programa agora se organiza em duas frentes. A primeira promove oficinas de “Ideação” e “Validação” para quem quer transformar ideias em planos de negócio e também validar e testar seus empreendimentos. A segunda é a Aceleração Vai Tec, que apoia empreendimentos inovadores das periferias que utilizam tecnologia para que tornem sustentáveis.
 
Para implementar o novo formato do programa, a ADE SAMPA integrou a metodologia do Pense Grande. Desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo e voltado para empreendedorismo social, o modelo torna o empreendedorismo uma opção de vida para o jovem, com base nas necessidades que ele enxerga em sua própria comunidade, ou seja, resolvendo as lacunas do próprio lugar em que vive, tirando suas ideias do papel e transformando-as em negócios rentáveis.



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